Para Onde o Vento Me Levar... Vou VOANDO...

Quinta-feira, 9 de Agosto de 2007
5 Tugas de passagem

Devido a um pequeno-pequenino erro de logística, também conhecido por inexistência de passaporte, os 5 tugas em interrail tiveram que fazer uma breve passagem por Bucareste.

Ainda em Sófia, o único (Vasco) que conhecia uma tuga (a je aqui) por terras romenas, telefona a pedir encarecidamente um poiso...

E como por aqui se mantêm algumas tradições, segunda à noite, na casa romena mas com alma portuguesa, havia pão e água sobre a mesa... e carne assada no forno com arroz e saladinha!

Fica o registo de breves momentos, mas muito divertidos.

Eu, Zé, André, Vasco, João, Ana  e Vidigal


espelho-me: hospitaleira
pautas: Uma casa portuguesa

Sangrado por Vlada às 07:45
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Quinta-feira, 5 de Julho de 2007
...

Também tu me dás a alegria de partilhar comigo a tua presença, de dividir momentos nesta breve existência, na cidade de prédios cinzentos mas de árvores esverdeadas que me tem acolhido...

 

(me and Maneli in Casa do México... manga mousse!!) 

Já nos vejo de mochila às costas a vaguear na transilvânia, no castelo Dracul, nos Cárpatos, a rir às gargalhadas e a falar de tudo e de nada...

A dormir descalços no comboio, a verificar se a relva aqui também é verde, a controlar a loucura que nos corre nas veias...

Cá te espero...


espelho-me: counting down the days

Sangrado por Vlada às 21:13
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Quarta-feira, 13 de Junho de 2007
Timişoara

... The History...

... cidade fundada pelos Húngaros no século XIII, que ficou famosa em 1316 quando Charles Robert of Anjou ali construiu um Palácio e se auto-proclamou o Rei da Hungria (Károly Róbert).

Depois de estar sob o jugo dos Otomanos durante século e meio (1552-1716), a cidade tornou-se parte do Império Harsburgo, até ser instaurado o Tratado de Versalhes, que a tornou parte integrante da Roménia.

 

1989: Lásló Tokés, padre da Igreja Húngara, é colocado noutra paróquia devido aos seus discursos contra o regime. Para prevenir o seu "exílio" os paroquianos rodearam a igreja, em tal número que este protesto se transformou na famosa revolução de 1989 que culminou com o fim do regime de Ceauşescu.

 

Timişoara é a cidade dos parques e das igrejas... pode-se percorrer a cidade através dos inúmeros parques, cada um com o seu tema, que formam um agradável corredor verde nos dias quentes que se fazem sentir.


...The Journey...

... vamos aproveitar e viajar de noite já que são 8h de viagem?? Claro... melhor seria se não fosse o comboio a abarrotar de apoiantes do Rapid Bucureşti, alegres, barulhentos e doidos... ainda consegui dormir, mal e pouco mas consegui!!!!

Chegamos por volta das 8h da matina a mais uma estação em obras, com uma vontade louca de tomar um duche, lavar os dentes... toca de bater o pé até ao centro para encontrar um sitio onde dormir e outro onde comer...

Encontrámos o belo Hotel Victoria...



... Spots to see, details to fall in love with...

... a bela Piaţa Victoriei, ladeada pela Opera House e pela Catedral Ortodoxa Neo-Bizantina, com os seus belos jardins e as suas solarengas esplanadas... excelentes para passar uma tarde a bebericar uma limonada.

A Catedral Neo-Bizantina foi construída entre 1936 e 1946, a sua cúpula é das mais altas e a sua abóbada uma das mais largas com as quatro colunas ricamente decoradas com frescos representando os apóstolos, pintados pelo mestre local Anastasie Demian.

Em frente à Catedral encontra-se o Eroilor Revoluţiei din 1989, um memorial moderno em alumínio situado no meio dum pequeno jardim.



... caminhar ao longo da rua pedestre Str Alba Iulia, observar os inúmeros cafés e lojinhas e chegar à Piaţa Libertăţii . No centro o Monumento Saint John domina o local, mas também se pode conhecer o rei dos Dacia, pelo menos o busto...


... continuar até ao centro nevrálgico do que é considerada a “Velha Cidade”. Ergue-se perante os olhos do trauseunte com as suas igrejas, uma ortodoxa servia (1744-8) e outra católica romana (1736)... interessante como vivem frente a frente e têm os mesmos séculos de vida.

... no centro da piaţa está o Sf Treime, erguido em 1740 como forma de agradecimento pelo fim da peste bubónica que assolou Timişoara nos anos de 1738-9.

 


(católica romana)

... passeando pelas ruas sente-se que a Era Harsburgo está presente através dos seus edifícios belos e trabalhados. E não se pode deixar Timişoara sem passear pelos parques ou parar numa terasă para beber algo fresco...

... estava um calor abrasador enquanto andamos pelo Parcul Roselor (Parque das Rosas), muitas rosas, muito verde, muitos arbustos e muitos mosquitos...

 

 

... The night...

... “no name” com as suas bailarinas não exóticas e pouco vestidas, com o seu jardim, a sua piscina e as suas mesas e cadeiras onde nos recostámos e rimos às gargalhadas...





espelho-me: following the star

Sangrado por Vlada às 08:46
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Sexta-feira, 11 de Maio de 2007
Sighişoara

 

A minha querida Bela ficou comigo até domingo. Assim, decidimos aproveitar o fim-de-semana para ir até Sighişoara (lê-se Siguichoara), que fica quase no coração da Transilvânia...

 

 

Durante o século XII, comerciantes e artesão alemães, conhceidos como os Saxões da Transilvânia, foram convidados para Sandova pelo Rei da Hungria para ali se instalarem e defederem as fronteiras do Reno.

Em 1280, Sighişoara era conhecida pelo nome em Latim Castrum Sex e em 1298 pelo nome Saxão Schespurch resp. Schaesbrich. No ano de 1337 Sighişoara tinha-se tornado numa cidade de Reis!!

A cidade desempenhou um papel estratégico e comercial importante nos limites da Europa Central durante séculos. Sighişoara tornou-se numa das cidades mais importantes da Transilvânia. Os alemães dominavam a economia local e construiram as várias fortificações que protegiam a cidade...

 

Beautiful Sights

 

 

Turnul cu Ceas

 

Antigamente era a entrada principal da Citadela. Construída em 1556, os seus 64m de altura são hoje o Museu de História.

 

 

O relógio data de 1648, é constituído por figuras de 80cm  talhadas em madeira que representam uma personagem do panteon Saxão.

Por cima encontram-se sete figuras, cada uma representa um dia da semana.

 

 

 

 

Scara Acoperitã

 

Os 172 degraus cobertos por um telhado de madeira, com a módica idade de 365 aninhos, são o percurso temporal para a gótica Biserica din Deal (Igreja na Colina), construída em 1345 no cimo de 429m... Em frente à porta principal fica o Cemitério Alemão, que transmite calma e paz no meio do verde.

 

Busto de Vlad Tepeş

 

Dracul para os amigos...

 

A magnifica anta deixada pelos anciãos que eu e a Bela encontrámos perdida numa das ruas de Sighişoara.

 

 

O sol começou a descer no céu... e depois de passearmos pelas ruas quase todas da Citadela, de entrar nas lojinhas, antiquários e passarmos os olhos pelas várias banquinhas de souvenires e de tentarmos fugir da cantora que ensaiava na Praça principal e que parecia estar a ser empalada em vez de estar a cantar, resolvemos ir jantar... na casa onde supostamente nasceu Vlad Tepeş em 1431 e que hoje é um restaurante.

 

Decididas e completamente no espiríto da coisa (há quem diga que foi influenciada pelo Dracul) começamos o jantar com um cocktail Bloody Mary, continuando com Galinha à Dracula (eu, porque a Bela resolveu embarcar no bife tártaro!!).

 

 

Despedimo-nos de Sighişoara às 8h50 da manhã de domingo, não sem antes tomar o pequeno-almoço no "café" da estação de comboios e de tentar comunicar com a única empregada do sítio que fingiu não nos ver porque não falava outra língua que não o romeno.

 

Menu: Sandwich calda de şunca şi caşcaval, também conhecida como "sandwich tourist".

 

Nota mental: nunca mais pedir cappuccino fora de Bucareste, servem uma chávena com a água utilizada para lavar o saco do café instantâneo... com um bocadinho de pseudo-espuma de leite...

 

Mal consigo esperar para voltar a viajar pela Transilvânia...

 


 




Sangrado por Vlada às 07:59
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Quarta-feira, 9 de Maio de 2007
Ístanbul'u Dinliyorum

 

I am listening to Istanbul, intent, my eyes closed;
At first there blows a gentle breeze
And the leaves on the trees
Softly flutter or sway;
Out there, far away,
The bells of water carriers incessantly ring;
I am listening to Istanbul, intent, my eyes closed.

 

 

 

 

 

I am listening to Istanbul, intent, my eyes closed;
Then suddenly birds fly by,
Flocks of birds, high up, in a hue and cry
While nets are drawn in the fishing grounds
And a woman's feet begin to dabble in the water.
I am listening to Istanbul, intent, my eyes closed.

 

 

 

 

 

 

I am listening to Istanbul, intent, my eyes closed.
The Grand Bazaar is serene and cool,
A hubbub at the hub of the market,
Mosque yards are brimful of pigeons,
At the docks while hammers bang and clang
Spring winds bear the smell of sweat;
I am listening to Istanbul, intent, my eyes closed.

 

 

 

 

 

 

I am listening to Istanbul, intent, my eyes closed;
Still giddy since bygone bacchanals,
A seaside mansion with dingy boathouses is fast asleep,
Amid the din and drone of southern winds, reposed,
I am listening to Istanbul, intent, my eyes closed.

 

 

 

 

 

 

I am listening to Istanbul, intent, my eyes closed.
Now a dainty girl walks by on the sidewalk:
Cusswords, tunes and songs, malapert remarks;
Something falls on the ground out of her hand,
It's a rose I guess.
I am listening to Istanbul, intent, my eyes closed.

 

 

 

  

 

 

I am listening to Istanbul, intent, my eyes closed;
A bird flutters round your skirt;
I know your brow is moist with sweat
And your lips are wet.
A silver moon rises beyond the pine trees:
I can sense it all in your heart's throbbing.
I am listening to Istanbul, intent, my eyes closed.

 

Orhan Veli Kanık

 

 


  

 


 

River, meets the sea

 

You, the river, that how many dawns break
That flow to my love seas
You a little light, alittle talisman, a little magic
You, the poem that I could not finish for years

Always a rose opens in your hands, pink
You, the breathing of the purest beauty
Your eyes up there in the sky that shines?
Just like a sun rises in the night

 

 

 

 

 

Whenever I think of you, how beautiful to live
Into a spring garden, turns, autumn gardens
Even in the darkest darknesses a hand reaches
The curtains open itself to the morning

If you are here, birds are happy on trees
All the flowers have different color, smell differently
It is so real that you exist
Your beauty hits my shores wave by wave

 

 

 

 

 

If I hold your hand, the pleasure makes my inside feel weird
I feel dizzy when your eyes touches to mines
Your smile is the only thing remained from a summer
Your absence is that too, whatever death...

 

 

 

 

 

 

   

 

 

 

You, the one that flowers grow where you step
Always the most beautiful, unique in everywhere
You the leaf, the bubble, you the feather...
You the big sea that my love rivers flow

 

 

Ümit Yaşar Oğuzcan

 

 


 

 

Grand Bazaar                                                                       Nargile

 

 

Teşekkur ederim... Gulé gulé

 

 

 

 


espelho-me: flying away
pautas: Istanbulkanatlariminaltinda

Sangrado por Vlada às 09:53
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Sexta-feira, 23 de Março de 2007
Sábado à Noite, Domingo de Manhã!

Eu sei que hoje é sexta-feira e que o sábado é já amanhã, mas mesmo assim penso que o fim-de-semana passado merece um post!

Algures no outro fim-de-semana, a minha mente ilumina-se e partilho com o Zé e o Pratas a ideia "Jantar Tuga!" para juntar os Portugueses que cada um já conhecia.

Existia um único problema, a minha casa (e do Zé) não dá para receber tanta gente e os apetrechos de cozinha são extremamente limitados. Problema imediatamente resolvido quando ofereci a casa do Cristóvão sem o prévio conhecimento do dono! (que felizmente estava em Bucareste nesse fim-de-semana e não se importou de receber 9 pessoas em casa, 7 Tugas e 2 Romenas)

E como ele mesmo disse "Eu ofereço a casa, tu organizas" e eu, no meu melhor estilo "Maya Astróloga" fiz telefonemas...

Sábado à Noite...

... chega. Pratas, Pedro, Cristóvão e Ramona encarregues da comida, Pratas cozinha arroz de polvinho, uma delícia (tem futuro o moço!). Pedro e Bruno encarregues das bebidas, e cadé o martini?!? (Eu e a Patrícia bem que ficámos com água na boca!). Eu, Zé, Simina e Patrícia ficámos encarregues das entradas, queijo feta e milho salgado, ui! Simina e Patrícia ainda levaram uns bolinhos para a sobremesa.

 

Pormenor importante: jogo Porto-Sporting.

Nota mental: verificar se há jogo antes de marcar jantar!

 

Durante 90min o dono da casa deixou de existir para o jantar e passou a existir para o jogo. O único sportinguista fez a festa e ficou imparável o resto da noite.

Pós-jogo fomos sair, depois de uma volta de carro pelo centro de Bucareste, parámos no Turabo Café para uma dose de cafeína cada um e depois fomos para o Plantors.

80's Party! E aqui não só da música que falo mas também da roupa... com cada modelito (cruzes!). Foi um dançar e aparvalhar ao som do twist, do grease... Love is in the air... everywhere I look around...

Visto está que só me deitei às tantas da matina...

Domingo de Manhã

Despertar às 10h45 ...

O Pratas chegava daí a 45min para nos fazermos à estrada a caminho da Reservatia Naturalla Vulcanii Noroiosi (lê-se Reservatzia Naturale Vulcanii Noroiochi).

Objectivo: conhecer os Vulcões de lama que fazem blop!

Pelo caminho parámos em Busau (lê-se Busô) para almoçar e descobrimos o Restaurant Steffy, com uma decoração peculiar, tanto na sala como nos pratos.

Mas verdade seja dita, comeu-se muito bem. Após um almoço de 2horas, novamente a caminho.

Enquanto fazíamos a estrada sinuosa, íamos sorrindo e dizendo adeus aos nativos. Um especial agradecimento ao senhor que guardava o porco e nos disse adeus para a foto.

Chegámos, finalmente, após curva e contracurva!

Devo confessar que esperava algo mais, não sei bem o quê. Estava imenso vento e, por momentos, parecia que caminhávamos na superfície da lua, até começar a encontrar pegadas profundas na lama fresca.

Confirma-se, os vulcões fazem blop e cospem lama (que o digam as minhas calças de ganga). O desapontamento deu-se quando descobrimos que a lama não era quente! Oh tristeza!

Depois de tirar as fotos, filmar os vulcões e enfiar o dedo onde provavelmente não devíamos, fizemo-nos à estrada com o intuito de ainda passar pelo Carrefour (essa cadeia tão bem disseminada) e abastecermo-nos de víveres...

Mesmo dormindo uma sesta no carro cheguei à noite partidinha!


espelho-me: Estafadita!
pautas: La vida es un Carnaval

Sangrado por Vlada às 08:17
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Quarta-feira, 7 de Março de 2007
Perdidos em Bucareste!

O título diz tudo, então porque me estou a dar ao trabalho de escrever?!?!

Simples: só o título não tem piada!

No primeiro de Março, para além de ser o primeiro dia do Martisor, também foi o penúltimo dia do André, estudante de erasmus, em Bucareste e nós fizemos um jantareco de despedida. Um jantar multi-cultural, com romenos, franceses, italianos, um espanhol e nós, os tugas.

Ponto de encontro com o Pratas, estudante de erasmus tuga, com o Charlie, estudante de erasmus francês (acabadinho de chegar a este país) e o Zé, c10, foi na Magheru, uma das principais avenidas de Bucareste...

Enquanto caminhávamos para a praça de táxis mais próxima descobri que para um francês é extremamente difícil dizer Pratas, sai sempre um Prrrrrratas, que nos dá imensa vontade de rir. E quando chegámos à praça de táxis descobrimos que ninguém nos queria levar ao restaurante por ser "demasiado perto", o Pratas vira-se e diz "o restaurante é aqui perto vamos a pé" e todos concordámos.

Íamos na conversa, confiantes no sentido de orientação do Pratas, apesar de não saber o nome da rua devo frisar que me encontrei e consegui orientar de regresso a casa, estava mesmo orgulhosa de mim, o chato foi a palminha ter-se movimentado na bota e eu ter feito uma bolha no calcanhar!

Bem, o certo é que afinal o Pratas não sabia exactamente onde ficava a rua e o ponto de referência dado pelo André, era tudo menos perto do restaurante . Saco do meu mapa maravilha (sim porque o meu mapa maravilha está sempre dentro da mala não vá precisar) e tentamos encontrar o local onde estamos à luz fraca dos candeeiros de ruas.

Nu stiu! (lê-se nu chtiu) diz o Pratas... mau, ele não sabia, eu não sabia, ninguém sabia... hora de começar a perguntar às pessoas que passavam na rua, mais uma vez o Pratas pratica o seu romeno e vai pedindo informações.

Bem, lá chegamos a um ponto facilmente identificável no mapa, paramos e perguntamos a um romeno, que estava ao lado do seu carro, onde fica a dita rua (cujo nome já não me lembro) e o dito restaurante, que afinal era Húngaro e não Romeno como inicialmente estava previsto. Eles olham para o mapa, apontam para várias ruas, até que parece existir um trajecto possível. FIXE!

Eis senão quando o romeno diz que nos leva lá dentro do seu carro, não damos trabalho nenhum e ele não se importa... O carro já era bem velhinho e encontrei desde garrafas a papéis no banco de trás, mas o meu grande espanto dá-se quando olho para a tampa da bagageira e vejo duas colunas potentes instaladas... dá-me uma vontade de rir enorme.

Lá partimos em busca da rua e do restaurante, o Pratas como co-piloto de mapa na mão, eu, o Zé e o Charlie no banco de trás. Demos não sei quantas voltas com o André a telefonar e a dizer que dai a 1h fechavam a cozinha e finalmente achámos o restaurante!

Saimos, agradecemos muito ao romeno e entrámos (para descobrir que afinal não eramos os últimos ).

O jantar correu bem, multilingue, com vinho romeno e salmão grelhado e muitas gargalhadas.

Depois de tudo uma pessoa pensa que não vamos ter mais surpresas nessa noite... Errado, saimos do restaurante e encaminhamo-nos para o Salsa, uma disco que só passa... adivinhem?!!?... Salsa; e descobrimos que quando parámos perto do romeno que nos deu boleia estávamos muito perto do restaurante e acabámos por andar às voltinhas em Bucareste.

Só para terminar, quando estávamos na conversa a observar os parzinhos a dançar salsa avistámos o que só podia ser a prima ou a irmã perdida da Lili Caneças... enrugadinha, vestida à vamp, loira platinada e com os olhos pintados de preto com tal intensidade que era a primeira coisa que se via quando se olhava para o local onde estava a dançar.


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Sangrado por Vlada às 15:15
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Terça-feira, 20 de Fevereiro de 2007
E porque não Amesterdão?!?!

BucurLog 01.01.00

Dia 12 de Fevereiro de 2007... o grande (comprido) dia!

Acordei às 4h da manhã com olhos inchados e com a consciência que tinha dormido muito muito pouco e que tudo dentro de mim estava a ponto de começar a tremer, pior sentia-me meio inerte meio atordoada. Não sabia ao certo o que me esperava...

Bem... eram 5h e alguns minutos e estava na fila do check-in...com as minhas duas malas e a mala de mão com o essencial para um dia (não fosse uma das minhas malas ficar noutro país qualquer). O aeroporto quase vazio, pessoas dormiam em cima das malas, as lojas todas fechadas, nem um jornaleco português consegui trazer para matar a saudade.

A primeira metade da viagem fez-se bem, comecei com um ataque de dislexia, li a mini tabuleta dos lugares no avião e sentei-me exactamente na outra ponta à janela! E este era o lugar de um estudante de erasmus a caminho de Edimburgo (ou melhor, de uma cidade universitária perto de Edimburgo) e que conheci através de um iogurte... abençoada a pressão dos aviões que faz com que todas as embalagens comecem a opar! Até Amesterdão tive companhia. Simpático o moço.

Eu queria ficar em Amesterdão... mas nunca me deixariam!

Percebi que estava cada vez mais perto do meu destino na fila para o segundo check-in...só ouvi falar romeno (penso eu), uma língua estranha a que os nossos ouvidos não estão habituados. De repente a ideia revolucionária do Esperanto ganhou todo o sentido na minha cabeça, pois apesar de muito falado o Inglês ainda não é a língua mundial nem a mais falada no mundo.

Depois de tira portátil/guarda portátil, tira frasquinhos/guarda frasquinhos dentro de saquinho de plástico, tira cinto/coloca cinto, mala de mão com tudo lá dentro, finalmente sentei-me no avião e fui o resto da viagem sentada ao lado de um miúdo que dormiu o tempo quase todo numa posição inacreditável e atrás de um rapariga que foi o tempo todo a palrar e eu a tentar dormir.

Chego a Bucareste, 1º  sair do avião, 2º trocar dinheiro no aeroporto (com o pior câmbio possível) para as primeiras instâncias, 3º mostrar passaporte, 4º apanhar as malas, 5º ser interrogada pelo senhor da alfandega "where you from?" "Lisbon!", 6º concentrar-me para driblar todos os taxistas gatunos e chegar aos da fly taxi, 7º ficar  quando oiço o meu nome... era o meu futuro chefe (nome de código pc) que estava à minha espera... e ser apresentada a Bucareste ao anoitecer de dentro de um renault.


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Sangrado por Vlada às 07:33
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Domingo, 7 de Janeiro de 2007
Novo Ano, Novo Destino

Foi em Junho que concorri, que fechei os olhos, cruzei os dedos e submeti a minha pequena vida profissional e académica para análise e avaliação.

As provas sucederam-se... e os meses passaram... nós na garganta e pensamentos sombrios não faltaram... mas finalmente, num dia q começou cinzento e acabou solarengo recebi o mail que ditou este novo Ano.

Fui seleccionada... apurada e agora sei que a Roménia espera por mim!

 


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Sangrado por Vlada às 01:49
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To put meaning in one's life may end in madness,
But life without meaning is the torture Of restlessness and vague desire - It is a boat longing for the sea and yet afraid. By Edgar Lee Masters
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